A nova marca da DC Comics


…pois, eu relutei e relutei em escrever sobre isso, mas não tem como. A minha inquietude bloggueira (oi?) não me permite.

Há alguns dias, a famosa editora de quadrinho, DC Comics, em parceria com a Landor Associates, responsável pela identidade corporativa de gigantes como Coca-Cola, Citroën e Levi’s, divulgaram a loga marca da editora. No seco, sem preparar ninguém, com um design completamente diferente dos padrões anteriores. Muita gente ficou de nariz torcido (eu, inclusive) e detonou a marca.

Minhas primeiras impressões foram: “Jesus! O que aconteceu com o design dinâmico?”, “Qualé! Tá com cara de logo de editora de livros de sociologia!”, “…e essa fonte Gothan Black? Só pra ser um easter egg? Fala Sério!”. Contudo, entretanto, todavia…com o passar do tempo a minha percepção quanto a marca…não mudou nada e continuei detestando (rá!).

Poucos dias depois, a editora lançou o logo com cores, texturas e aplicações. Várias possibilidades, homenageado muitos de seus quadrinhos e personagens clássicos. Isso deu uma outra cara para a nova marca:


Okay, tudo muito bonito. Então agora, este que vos fala passou a gostar do logo? Não, não passei a gostar.
Infelizmente, como uma peça única ela é fraca; falta força, falta identidade com o produto e com o público que ela vende, falta carisma e apelo. Ela fica muito bonita nas aplicações e nas intervenções, mas tente coloca-la isolada, ou em fundo neutro. Ela não funciona. Posso estar errado, mas acredito que uma boa marca deva se sustentar por si só, sem firulas ou artifícios.

A divulgação das aplicações e possíveis utilizações da marca só serviram para acalmar a gritaria em torno dessa polêmica.

Um redesign ou a criação de uma nova sempre é uma tarefa complicada, principalmente quando a marca em questão é muito conhecida. Salva as devidas proporções,  o similar aconteceu em 2010 com a loja de departamentos Gap.


O resultado foi tão negativo que a empresa voltou a usar sua marca anterior.
Não acho que seja o caso (a DC Comics já mudou seu logo oito vezes, em toda sua história), mas serve para lembrar como uma identidade visual pode ajudar ou atrapalhar o sucesso de uma empresa ou instituição. Principalmente, serve para mostrar que na era das redes sociais e da informação instantânea, uma escolha errada pode ter um peso muito maior.

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