Amy Winehouse no Rio: atrasos, gafes e pouco tempo de show

Aconteceu ontem, dia 10 de janeiro, o “primeiro-segundo” dia de shows da polêmica diva Amy Winehouse.
Os portões do HSBC Arena, na Barra da Tijuca, foram abertos as 18h, porém, com o show da diva marcado para as 22h, o povo chegou em massa após as 21:30.

Péssima organização na entrada. Apesar da fila andar bem rápido, não tinham áreas separadas para quem já adquirira o ingresso e quem iria retirar, comprado pela internet. Ou seja: Você comprava o ingresso online (o mais barato custava R$180) pagava uma taxa de serviço (R$30!!!), para entrar na MESMA FILA das outras pessoas que ja tinham seus ingressos! O que fazia o acesso muito complicado e tumultuado. É pq o brasileiro não tem o costume de se “sentir lesado” (já é esbofeteado todos os dias, de tantas formas diferentes, que não liga em ficar 40 minutos numa fila), em outros países, mais instruídos dos seus direitos, isso renderia um grande processo em massa contra a produção do evento.

Quem demorou para chegar no local ou não quis ver o show de abertura de Janelle Monáe (minha atual queridinha no cenário musical) perdeu um dos melhores show do ano.
Muito poder vocal, muita performance e estilo, uma pitada de ficção científica e um “q” de James Brown: os principais ingredientes na apresentação de Janelle. A cantora fez bonito e animou a galera presente, com seus agudos impecáveis, a incrível presença de palco e a interação com a banda, transformando esse show num espetáculo quase teatral. Confira abaixo um trecho da apresentação de “Tightrope”, penúltima música do setlist de Janelle Monáe.

Após 35 minutos de atraso, Amy subiu ao palco para fazer uma apresentação…hummm…média. BEM média. O HSBC Arena estava completamente cheio, tomado por fãs que esperavam um show histórico, mas que se sentiram frustrados com a falta de profissionalismo e comprometimento da diva. Amy já entrou no palco alcoolizada, esqueceu a letra, desafinou algumas vezes e no fim do show foi embora do palco, sem se despedir do público. Mas nada disso se compara ao momento em que Amy, simplesmente, saiu do palco, sem dar muitas explicações e deixou um de seus “backins” cantar duas músicas, sozinho. Foi uma situação embaraçosa para o público, mas principalmente para a banda, que não sabia muito bem o que fazer (ilustrado com as inúmeras olhadas da banda para o fundo do palco, tentando saber quando a cantora iria voltar). Fora (tudo) isso, Amy Winehouse cantou seus principais hits, com direito a bis, mas, mesmo com o bis, o show durou pouco mais de uma hora. Abaixo, um trecho de Amy cantando Valerie:

Problemas à parte, Amy Winehouse é uma figura unica no cenário musical atual. Mesmo sem interação com o público durante o show, a imagem da “mulher transtornada e alcoolizada” foi o suficiente para fazer o público delirar. A cada gole de cerveja dado por Amy, a platéia gritava. A cada passo mal dado, cambaleando pelo palco, o público ia a loucura. Ninguém se importava com o grande talento desperdiçado em litros de álcool; as pessoas querem ver o ícone que a mídia criou. Amy poderia ser uma artista muito mais talentosa do que ela já é, mas será que seria tão famosa e conhecida, sem toda a polêmica?

[créditos dos vídeos: myokoRJ]

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