Rio ComiCon: Atrações

Cá estamos com o segundo post sobre a Rio ComiCon, falando sobre o que rolou em dois dos seis dias de feira. Se você está esperando um post sobre o Milo Manara, agüentai que está chegando!

Exposições:

Além de uma instalação com as principais obras da carreira de Milo Manara (que não será comentada ainda, mas sim no último post), a Rio ComiCon montou stands centrais para a divulgação de trabalhos de artistas menos conhecidos, porém, não menos talentosos. Nomes como Fábio Moon, Gabriel Bá (estes dois, criadores da série Daytripper, lançado pela Vertigo) e Rafael Grampá (que já ilustrou Wolverine, Batman e Constantine), representantes brasileiros no concorrido mercado de quadrinhos americano, foram muito abordados por fãs durante todo o momento. A mostra de quadrinhos independentes, além de divulgar, veio mostrar que ser “independente” não necessariamente quer dizer “amador”. Trabalhos de altíssimo nível, feitos por profissionais extremamente talentosos, que, muitas das vezes, precisam despontar no exterior para serem respeitados em seu próprio país de origem, como é o caso dos três citados no começo (três fotos dos expositores).

Stands:

Teve um pouco (bem pouco) de cada coisa. Desde stands de venda de quadrinhos independentes, bugigangas de fãs, até a cursos especializados nas áreas de quadrinho, ilustração e design de games, como a Seven e o SENAC.

A Seven, como já foi comentado no post anterior, montou uma mesa com videogames, rolando disputas acirradíssimas entre os visitantes, e chamando a atenção dos curiosos, além de oferecer informações de seus cursos e venda da própria revista especializada na área de design digital.

O stand do SENAC estava aberto para divulgar os cursos especializados na área (coisa muito boa! Faz tempo que o SENAC não abria o “leque-de-opções” para quem trabalha nesse ramo). Além de um monitor touchscreen para ilustradores (que me fez ter pelo menos 13 orgasmos simultâneos e cortar meus pulsos, de tanta inveja).

A Pannini abriu uma área reservada à venda de quadrinhos, mas tive a impressão que era apenas um stand do Maurício de Souza.

Outro expositor que estava bombando eram os rapazes da X Ultra, que vende camisas com temas BEEEEEEEEM nerds! E estava louco por varias delas, estava pensando em comprar uma com a estampa daqueles robôs de Star Wars (o que é estranho, sabendo que eu NÃO gosto de Star Wars), mas me contive, e comprei apenas uma do Sheldon de The Big Bang Theory falando “Bazinga”! xD

A Editora Barba Negra também montou uma stand bacana. Vendendo vários de livros de temática nerd, o stand chamava a atenção por um suntuoso polvo feito de papelão!

Um dos expositores que mais gostei foi o Tito na Rua, mostrando “As Aventuras de Zé Ninguém e o Cão Vira-lata”. São quadrinhos feitos na paredes de várias ruas do país, contando as aventuras de um morador de rua e seu inseparável cachorro. Tudo com um traço muito fofo e cativante. Comprei livro, bottons e camisa! (y)

A Livraria da Travessa, uma das apoiadoras da feira, ficou o stand maior, para a venda de quadrinhos e com uma área reservada para as tardes de autógrafos. Muito, muito, muito, muito, muito cheio em todos os dias, mas MUITOOOOOO pior no dia da tarde de autógrafos do Manara. Qualquer pessoa que quisesse entrar para comprar, deveria enfrentar A MESMA fila de quem estava esperando ter seu livro autografado pelo desenhista. Essa logística lusitana, depois de muitas reclamações dos visitantes, foi trocada por outra mais eficiente: uma fila pra tarde de autógrafos e outra para quem queria comprar. Coisa de gênio!

Palestras:

Eu fiquei surpreso quando uma menina da produção que estava do meu lado gritou num rádio “Temos que encontrar 10 pessoas para completar a palestra do Kevin O’Neil”. Meus olhos arregalaram e, instintivamente, eu virei pra ela e disse “Eu quero entrar!!!!!!!!”. Era uma palestra conjunta do Kevin O’Neil, desenhista de A Liga Extraordinária e Melinda Gebbie, responsável pela arte da cultuada Lost Girls. Foi um bate papo bem interessante, onde os dois contaram sobre o início de suas carreiras como desenhistas profissionais, a participação dos dois na revolução de estilos nos quadrinhos ingleses e as parcerias de sucesso com Allan Moore. Uma mulher sentada do meu lado, depois de me perguntar quem era Allan Moore (!!!) perguntou para um rapaz ao lado “Liga Extraordinária é baseada naquele filme do Sean Connery, né?” Eu deveria ter fotografado a cara de “Você está louca, sua vadia?”, que o rapaz fez para a mulher. Tive que manter a calma, também! Hehehehhe

Flashmob, Celebrities e ações de marketing:

Na sexta-feira, perto das 19 horas, a Estação da Leopoldina foi totalmente tomada por zumbis, vindo de todas as partes. Era um flashmob/ação de marketing para promover o livro “Zumbi: O Livro dos Mortos”, do escritor Jamie Russel. O livro fala de toda a história por trás do mito dos zumbis, suas influencias nos quadrinhos, cinema e como se tornou, também, um ícone da cultura pop. Além da proliferação de mortos-vivos, a ação de marketing contou, também com um aplicativo gratuito para smartphones, que possibilita transformar fotos de pessoas em fotos de zumbis! O livro é da Editora Barba Negra.

Uma empresa que também estava promovendo o “seu produto” foi o canal adulto Sexy Hot! Siiiimmm! Além dos divulgadores, atores pornôs vestidos de fetiches da cultura sado-masô “super heróis”, estavam presentes no evento, tirando fotos com “fãs”. Isso sim é uma empresa que sabe qual é o seu público alvo! xD

Uma surpresa que tive foi a presença de Priscilla e Fanni, ex-BBBs, vestidas de Catwoman e Wonder Woman, respectivamente, fazendo matéria para algum programa de televisão. Uma legião de pessoas seguindo, enquanto elas mesmas não pareciam saber o que estava fazendo ali, ou o que estavam vestindo. #ASGOSTOSASEOSGEEKSFELLINGS

Sexta-feira, o último e conclusivo post sobre a ComiCon, esse sobre a passagem do lengendário Milo Manara. Suas exposição, a palesta e uma pouco sobre sua trajetório no mundo dos quadrinhos!

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