Rio ComiCon: O Evento

Para você que achou que o Aglomerado News não estaria no Rio ComiCon (já que não nos manifestamos sobre o evento, até agora), estamos aqui para contar nossa impressão! O Aglomerado News tarda, mas não falha!


A primeira edição brasileira do evento aconteceu na Estação da Leopoldina, no centro do Rio. Desativada há muitos anos, a estação, hoje em dia, sedia eventos como o Back To Black e o Rio Cena Contemporânea, e agora, em 2010, trouxe de volta ao Rio de Janeiro um festival dedicado ao publico consumidor de quadrinhos. (foto da estação da Leopoldina)

Apesar de todo o buzz criado em torno do evento (vamos combinar, é um dos maiores do mundo, e acontece em vários países), a freqüência do publico e as atrações foram relativamente baixas. Poucas pessoas comparecendo nos primeiros dias, poucos stands de venda e poucos expositores fizeram o festival parecer menor do que ele realmente é. A falta de divulgação de massa (não sei se teve algum comercial na TV, mas acredito que não), quase nenhum (ou nenhum) outdoor e busdoor foram somados a “fadiga cultural” do carioca e contribuíram para o Rio ComiCon ser mediano. Mas não vou entrar nesses méritos aqui, isso vale o post próprio.

Minha impressão ao sair do local, na sexta feira, foi que a edição tupiniquim do festival, ficou no meio termo dos eventos americanos (calcados em quadrinhos como elementos da cultura pop) e europeus (dedicados única e exclusivamente às HQs), pois, apesar de a grande maioria de suas atrações serem ligadas aos quadrinhos, outras poderiam ser encontradas, como o stand da Seven, onde era possível jogar partidas de Super Street Fighter IV (aliás, um dos locais mais movimentados). Uma iniciativa muito bacana da organização da feira foi dedicar um espaço central para exposição de obras independentes. Algo realmente motivante para quem quer ver o quadrinho valorizado. Trabalhos independentes sendo expostos lado-a-lado com nomes que figuram nas top lists, como o brasileiro Rafael Grampá e inglês Kevin O’Neil. (3 fotos dos stands)

A Rio ComiCon ainda esta engatinhando, não podemos esperar tudo incrível logo na primeira edição, mas temos que valorizar a iniciativa de trazer um festival desse porte e comparecer, pois a boa freqüência do público é fundamental para a sobrevivência de qualquer projeto.
Se você está se perguntando “Esse ‘merd de nerda’ já acabou e não vai falar de MILO MANARA?” Calma! Esse é apenas o primeiro de três posts sobre a Rio ComiCon. Aguarde que irei comentar um pouco sobre as atrações (que eu pude ver, claro) e, óbvio, MANARA, o grande convidado da edição.

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