Saint Seiya Omega e a síndrome de X-Men

Para você que não está sabendo, dia 01 de bril estreou no Japão a série animada Saint Seiya Omega – continuação direta de Saint Seiya – contando a história após os acontecimentos das últimas versões do mangá/anime. Parece legal, né? Eu resolvi sair do meu casulo otaku e assisti o primeiro episódio SÓ para contar com detalhes para vocês, leitores queridos! (senta.la)

A história começa 13 anos após a vitória dos Cavaleiro de Bronze contra o deus Marte. Apesar da vitória, Marte deseja voltar para destruir SaoriKoga, salvo por Seiya durante a batalha contra Marte, vira novo protegido de Saori, que é treinado pela amazona Shina para assumir o posto de novo cavaleiro de bronze da constelação de Pégasus, após a saída de Seiya para assumir o posto OFICIAL de Cavaleiro de Sagitário. Kouga irá participar de aventuras em nome da deusa Atena e ao lado de mais um grupo de cavaleiros de bronze: Soma, cavaleiro de bronze da constelação de Leão Menor; Ryuho, cavaleiro da constelação de Dragão (filho de Shiryu e Shunrei); Eden, cavaleiro da contelação de Orion,; Haruto, cavaleiro da contelação de Lupus (hehehe) e Yuna, AMAZONA (me recuso a chama-la de cavaleirO) da constelação de Águia.

O animê tem uma estética mais infantil que as histórias originais, lembrando muito o traço de Lost Canvas. Apesar da crítica agressiva dos fãs da série clássica, principalmente no que diz respeito ao traço, acredito que toda crítica infundada e sem conhecimento vem anexada a uma boa dose de preconceito. O próprio traço original de SS tornou-se diferente com o passar dos anos, devido a vários fatores (como mudança de pensamento cultural e evolução nas tecnologias de animação). Acredito que esse traço seja mais compatível com essa nova geração, que NÃO cresceu acompanhando Cavaleiro do Zodíaco todos os dias na Rede Manchete e tem, em seus desenhos preferidos, traços mais esguios e suaves, em relação a NÓS, fãs de 15/20 anos atrás (cai uma lágrima, por uma ficha que acabou de cair…anyway…).

Uma curiosidade interessante é que SSO tem Umakoshi, responsável pelo character design das séries Heartcatch Precure e Casshern Sins. É possível perceber que Casshern Sins parece MUITO com as últimas produções de Saint Seiya, principalmente no movimento de cabelos e roupas, mas é inegável que, mesmo respeitando seu próprio estilo, Umakoshi conseguiu resgatar detalhes escondidos do traço original de Saint Seiya, perdido no decorrer de 9 temporadas. Eu vejo isso como uma homenagem interessante e não óbvia.

Casshern Sins

Apesar de SSO cair CLARAMENTE no que eu chamo de Sindrome de X-Men – não ter um fim definido, tendo seus personagens principais substituídos por novos, numa tentativa de manter a série sempre atualizada a um novo público – talvez essa estratégia funcione e Saint Seiya ganhe mais um respiro durante os próximos anos. Alguns elementos interessantes foram mantidos para criar uma conexão entre as séries, como a música Pegasus Fantasy, que foi regravada pela banda Make Up, mesma responsável pela versão original.


No geral, SSO é mediano. Tem seus pontos contras, mas grandes ganchos para se tornar uma série (boa) de sucesso (não podemos esperar a tensão e o esmero da Saga do Santurário num primeiro episódio). Apenas com o passar dos episódios saberemos se Saint Seiya Omega será um ponto positivo para a Toei Animation ou só mais uma forma de arrancar dinheiro com produtos para crianças. Por enquanto é descer do altar da soberba de fã e acompanhar os episódios. O que você tem a perder?

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