Análise do Exterminador do Futuro: A Salvação

E a franquia Exterminador do Futuro volta aos cinemas, mesmo depois de um terceiro capítulo não tão empolgante.

Diferente da trilogia anterior, esse filme não se passa mais nos tempos atuais, aonde os protagonistas tentam evitar que a guerra aconteça, agora o pior já aconteceu e vemos todo o mundo caótico que a terra se tornou, com os robôs ocupando todo o planeta caçando e exterminando todos os humanos enquanto estes resistem bravamente enquanto tentam descobrir uma forma de acabar com as máquinas.

Se você ainda não viu o filme, pare a leitura por aqui pois irei falar dos detalhes da trama do filme.

Bom, aviso dado, vamos continuar…

Fiquei muito interessado em ver este filme porque finalmente poderia ver o tão falado futuro que Sarah e John Connor tentaram evitar sem sucesso, e entender o porque de John Connor ser tão importante para os humanos vencerem a guerra.

Logo imaginei que o filme seria totalmente centrado neste personagem, mas para minha surpresa o filme nos apresenta um novo personagem, Marcus Wright, e toda a história roda em volta dele.

Marcus é um condenado que doa seu corpo para uma experiência realizada pela futura Skynet, e então ele aparece no futuro, sem saber o que aconteceu com ele, e então parte para procurar quem realizou a experiencia nele e descobrir o que está acontecendo.

Nisso, é mostrado John Connor guerreando contra as máquinas, e sua busca para achar o seu Pai, Kyle Reese, que ainda é adolescente, para que possa protege-lo, pois se ele morrer todo o futuro ficará comprometido.

A premissa é bastante interessante e é uma pena que não é melhor desenvolvida na história, senti falta de algumas explicações de como John Connor se torna líder dos exércitos humanos, gostei de como o personagem foi interpretado pelo Christian Bale, e por isso acho que ele poderia ter mais tempo na projeção.

Felizmente o personagem Marcus Wright é igualmente fascinante e acaba prendendo a atenção do espectador durante todo o filme, pois assim como nós, ele não tem idéia do que está para acontecer, e sua busca pela verdade acaba se tornando o ponto mais interessante da trama, aonde ele quer a todo custo chegar a base da Skynet aonde ele irá obter as respostas.

As cenas de ação são muito boas, e ver todos os tipos de exterminadores que existem é bem legal, a forma como eles ficam monitorando as ruas obrigando os humanos a viverem escondidos é muito interessante, nesse ponto a Direção do MCG foi surpreendentemente positiva para mim.

A única coisa que me incomodou no filme foi justamente no fato de que as máquinas tiveram muitas chances de matar o Kyle Reese, e assim acabando por tabela com John Connor. Não é explicado o porque deles quererem atrair John Connor até a base deles aonde o seu pai está preso, para então matar os dois, será que naquela realidade matar o Kyle Reese não é suficiente para que John Connor deixe de existir ? Essa é uma pergunta que só poderemos responder caso o próximo filme explique como funciona a viagem no tempo na série, mesmo assim não deixa de ser um furo de roteiro que considero grave.

Como disse, gostei das cenas de ação do filme, mas queria entender porque os exterminadores não tentam matar o John Connor com tiros, ao invés de ficarem tacando ele de um lado para o outro até ele se recuperar e acabar com eles…

Para quem assistiu os filmes anteriores, temos várias homenagens para os fãs, desde de frases como “I’ll be back” e “Come with me if you want to live!” até o trecho da música do Guns ´n Roses “You could Be Mine” que fez parte da trilha sonora do segundo filme.

Mas o momento que achei super bem bolado foi a batalha entre John Connor e o saudoso T-800, aonde eles colocaram a face do Arnold Schwarzenegger digitalmente no corpo de um fisiculturista. E adorei como o efeito na tela me pareceu bem convincente.

Bom, eu estou torcendo para que este filme tenha mais continuações, pois o que vemos neste é praticamente uma preparação, não alterando em nada a nossa percepção que temos dos filmes anteriores, o que de certa forma é positivo, pois os roteiristas dessa nova trilogia (se for mesmo gravada dessa forma) tem muitas pontas para amarrar sem prejudicar o restante da história.

Por isso estou curioso para saber como os Humanos conseguem vencer a guerra, enquanto neste meio tempo veremos como John Connor irá lidar com seu pai, que não pode em nenhum momento saber da sua condição de importância que tem para o futuro, para que possa ser enviado ao passado para cumprir o seu destino.

Minha nota para o filme é 8, pelas cenas de ação e pela história, que mesmo com alguns furos, ainda assim tem a qualidade de manter a coerência com os anteriores, diferente do Exterminador do Futuro 3, que alterava em muito a percepção dos dois primeiros.

Comments

  1. By Vitor

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