Bienal do Livro: Minha opinião

Sou rato de bibliotecas, livrarias, bancas de jornais e afins, sabendo disso não ir na Bienal do Livro seria no mínino incoerente. Mesmo assim eu estou sem ir na Bienal a pelomenos 2 edições, devido a diversos contratempos. Mas dessa vez eu disse “Basta! Não suporto mais“. Puxei meu namorado pelo braço (depois de estarmos virados de 3 boates diferentes) e fomos bater pé no Rio Centro.

——————————–> O TRAJETO DE IDA

Uma coisa que me chamou bastante atenção é que a organizaão do tranporte público esta muito maior que nos outros anos (em algum ano anterior, eu e Rafa, ficamos “ilhados” no fim do mundo da Zona Oeste, tentando achar um ônibus que passasse la perto, e depois acabamos rachando um táxi, algo totalmente contra nossos princípios de nerds proletáriados, com uma mulher que também ia pra Bienal). Muitos onibus, várias linhas integradas com o metrô e com trens e vários tranpostes com indicação “Este onibus passa na Bienal do Livro”, facilitou a chegada.

——————————–> OBJETIVOS DA VISITA

– Comprar o livro “Noturno”, de Guilherme Del Toro, de presente pro meu namorado
– Comprar um livro de programação em HTML/CSS/XML para blogs
– Visitar o stand da Devir
– Visitar o stand da Taschen
– Visitar o stand da Comix Book Shop
– Visitar o stand da Rocco

Sabendo dos meus objetivos, vamos começar a jornada!

——————————–> DENTRO DA BIENAL

A principio nós demos uma olhada superficial pelos pavilhões pra depois podermos explorar de trás pra frente. Fomos para o último pavilhão comer alguma coisa; 40 minutos procurando algum salgado de queijo (sou vegetariano) + 20 minutos procurando lugar pra sentar.

Uma hora depois começamos a olhar os stands. Não era algo 100% divertido, devido a grande quantidade de pessoas naquele horário (entre 18~19h) e quantidade ABSURDA de crianças do capeta! Eu juro que ainda vou chutar uma criança que passar na minha frente usando aquele maldito tênis com rodinhas! ¬¬

TASCHEN: Primeiro stand visitado foi o da Taschen. Fiquei louco com a quantidade de peças que eu nunca consigo encontrar em lugar nenhum. Alguns descontos que, a principio, poderiam chamar a atenção dos clientes, mas apenas para os livros menores. Quando você encontra um livro com desconto de R$100, e descobre que ele mudou de R$699 para R$599, vc engole a saliva, abaixa a cabeça e chora não ter nascido filho do Roberto Marinho…
Já adianto que, mesmo sem ter comprado nada, o stand da Taschen foi um dos melhores da Bienal inteira.

DEVIR: Logo após encontramos o stand da Devir, um dos que eu mais espero ir todos os anos de evento. Uma das maiores decepções deste ano também! Simplesmente reduziram o “stand” a um “Box” de dois corredores! Tiraram quase todos os artbooks que eu SÓ encontrava a venda com eles e venderam basicamente quadrinhos e artigos de RPG. SÓ! Nem cardgames, nem Action Figures, nem camisetas, nem bugingangas….nada. Coloquei minhas mãos no artbook do H.R. Giger “Necronomicon”, e caiu uma lagrima ao ver o preço inpronúnciável da peça…

COMIX BOOK SHOP: Indignado com o resultado da Devir, eu disse “tenho que compensar na Comix Book, lá pelomenos tem quadrinhos importados e alguns artbook. Chegando na frente do stand eu arregalei os olhos e até hesitei em entrar; era uma aglomeração de crianças e adolescentes que estavam DEPREDANDO o stand em busca de mangás pra completar a coleção. Eu fiquei muito chocado e quase não entrei, mas o Binho (BF) acabou me convencendo a entrar. Muitos muitos MUITOS quadrinhos, mas quase nada que me chamasse a atenção (na verdade eu não tive paciência pra procurar no meio da bagunça das pessoas…). Desisti de procurar e sai do stand quase gritando “socorro”!

ROCCO: Muito menos livros que nos anos anteriores, e prejudicado por grandes lançamentos de editoras concorrentes, a Rocco optou por expôr apenas lançamentos e re-lançamentos de clássicos. Todos os livros das Crônicas Vampiricas da Anne Rice, relançado com capas novas, seguindo um padrão visual de uma série. Um dos destaques do stand da Rocco foi o lançamento de Noturno, livro de Guilherme Del Toro (diretor de O Labirinto do Fauno, O Orfanato e Hellboy 1 e 2), retratando a realidade vampirica de uma forma mais realista e sangrenta. Livro muito aguardado, que eu comprei de presento pro namorado.

OUTROS STANDS: O stand da Sextante roubou a cena, antes sempre ofuscada pelos lançamentos da Rocco. A sextante provavelmente trouxe a maior quantidade de livros “pipoca” da Bienal, com lançamentos e relançamentos de Dan Brown e Nora Roberts. O stand da Saraiva estava INSUPORTÁVEL, devido a queda de preços e promoçoes exclusivas para a Bienal. Um dos maiores destaques de domingo foi a tarde de autógrafos de Meg Cabot, escritora do sucesso teen Diário de Princesa (que deu origem ao filme homonimo). Uma enxurrada de meninas com tiaras de princesa na cabeça fizeram uma fila no stand da Editora Planeta, que começou a ser formada a partir de 14 horas e só terminou com o ultimo autógrafo, perto das 22:30.

LIVROS DE PROGRAMAÇÃO: Depois de andar aquilo tudo, eu não achei nenhum livro de programação de blogs em CSS/XML. Quer dizer, pra não dizer que eu não achei, eu vi alguns que custavam mais que minha tablet e meu scanner juntos! Fiquei com pena do vendedor que tinha esperanças de me ver comprar aquele pelo exemplar “Todas as Formas de Programação” que custava um pouco menos de R$400…=S

——————————–> IMPRESSÃO FINAL DO EVENTO

Acima de tudo, eu poderia dizer que, apesar de todos os contratempos, e de eu estar mais irritado, devido ao cansaço, essa Bienal não foi ruim. Mesmo com as editoras visivelmente prejudicadas pela crise econômica (uma explicação coerênte para os stands estarem tão simples) ainda sim é uma boa opção de lazer cultural. Quem esta interessado pode pegar o cronograma de apresentações, workshops , palestras que acontecem todos os dias em diferentes horários.

…e eu só levei um l livro…que derrota…

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