Crítica – Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge é o encerramento ideal para a trilogia iniciada em 2005 com Batman Begins por Christopher Nolan. Bastante emocional e com uma história que remete aos acontecimentos e temas abordados no primeiro filme, Nolan conseguiu criar um grande filme divido em 3 capítulos.

O Cavaleiro das Trevas Ressurge inicia sua história 8 anos após os acontecimentos do filme anterior, agora Gotham é uma cidade que vive tempos de paz com baixa criminalidade e sem a necessidade do Batman, que acaba ficando recluso dentro de sua mansão reconstruída e parando de agir, sendo obrigado posteriormente a agir diante de uma nova ameaça que surge em Gotham City.

Com duas horas e quarenta e cinco minutos, o filme consegue ter um bom ritmo, não tão frenético como o do segundo filme, mas suficiente para manter o espectador atento e sem cansar.

O elenco do filme está excelente, com grandes atuações de todo o elenco com destaque ao Michael Caine que entrega uma das melhores atuações do filme, emocionando bastante o espectador em todas as cenas que contracenam com Christian Bale, assim como Morgan Freeman e Gary Oldman que mais uma vez interpretam Lucius Fox e Gordon de maneira magistral como nos dois últimos filmes.

Tom Hardy fazendo o vilão Bane nos entrega uma performance marcante e bem diferente do que imaginaríamos de um vilão. Fazendo uma voz diferente ele consegue demonstrar que é um adversário a altura para o Batman, inteligente e forte o suficiente e em condições de derrota-lo.

A Selina Kyle, ou Mulher Gato, é outra personagem marcante que tem todas as características que a tornaram famosa nos quadrinhos, como sua ambiguidade como mocinha e vilã aonde nunca sabemos de que lado ela realmente ficará durante a história. Anne Hathaway consegue trazer beleza a personagem todo o tempo de cena que tem.

Por fim, Christian Bale nos traz mais uma excelente atuação, mostrando todo o drama que o homem morcego sofre neste filme, com certeza é um ator que fará falta no papel deste personagem.

Nolan conseguiu neste filme trazer um fim digno para o Batman, algo que muitos autores de quadrinhos não ousaram fazer e que aqui é mostrada de maneira emocionante pelo diretor. Além disso essa trilogia faz algo inédito que é contar a história completa de super herói com bastante qualidade tendo um começo, meio e fim, transformando os 3 filmes em uma Graphic Novel em película.

Dificilmente teremos outra trilogia de um super herói contada desta maneira como vimos aqui, até mesmo porque grandes estúdios vão tentar sempre fazer o maior numero de filmes possíveis com seus personagens, sendo o que foi visto aqui uma grande exceção que a Warner Bros. fez diante de tanta qualidade (e grana) que estes filmes trouxeram.

Logo, não posso deixar de terminar esse texto com um grande agradecimento a Christopher Nolan e a todos os envolvidos nesses filmes, pois finalmente temos um material digno do Cavaleiro das Trevas que é tão bom quanto as mais clássicas histórias do personagem nas HQs. Que outros diretores e produtores sigam o exemplo dado aqui e consigam nos mostrar novas histórias de personagens que pertencem aos quadrinhos.

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