Crítica do Espetacular Homem Aranha

O Espetacular Homem-Aranha veio com a promessa de contar uma nova história nunca antes vista. Focando no misterioso passado dos pais de Peter Parker e sua relação com importantes personagens do universo aracnídeo como Norman Osborn.

Logo de cara o inicio do filme mostra o passado do Peter quando criança e a forma como seus pais saem da vida dele, mostrando como isso irá afetar o futuro homem-aranha em sua vida.

A partir deste ponto, o filme inicia apresentando os personagens no presente e ai começam os problemas…

Primeiramente temos o grande problema de termos um reboot com tão pouco tempo da trilogia anterior que foi lançada. Muitas cenas vistas no novo filme se assemelham aos do primeiro filme dirigido por Sam Raimi em 2002, nos fazendo questionar a real necessidade de um filme contando novamente a origem do herói.

Diferentemente do Batman Begins, aonde contar a origem do personagem foi fundamental para mostrarmos ao telespectador o abismo de diferença que havia para aquele personagem em comparação com os filmes anteriores, o novo Homem-Aranha peca em criar uma atmosfera diferente que justifique nós sermos obrigados a ver sua origem novamente.

O vilão lagarto infelizmente não apresenta uma motivação forte o suficiente para que o telespectador acredite no personagem, inclusive os roteiristas acabaram copiando a esquizofrenia do Duende verde vista no filme original para tentar explicar as mudanças de atitude do personagem que muda de uma hora para outra, problema este que é mostrado convenientemente em apenas uma cena e depois fica no limbo sem maiores explicações.

Outro problema grave do filme são as coincidências que o roteiro usa para a história siga seu fluxo, lembrando o fracassado Homem-Aranha 3 aonde isto era visto com frequência.

Quanto ao elenco o Andrew Garfield não chega a incomodar, mas está bem abaixo do Tobey Maguire e o roteiro não ajuda o ator pois coloca muitas cenas sofridas para o Peter Parker quando este está sem uniforme, dificultando a simpatia com o personagem, que se destaca apenas quando está com a Gwen Stacy ou vestido de Homem-Aranha.

Em compensação os personagens Gwen Stacy e Tio Ben merecem elogios, ambos tem bastante carisma e mostram o bom trabalho do diretor Marc Webb com o elenco do filme. As cenas de romance do casal Parker e Stacy vistas aqui são melhores que o do filme original, e estão entre os melhores momentos do filme.

Martin Sheen tem seu destaque no papel de Tio Ben e consegue segurar a onda no ínicio do filme mostrando a importância dele para a transformação que o homem-aranha terá durante o filme. Claro que diante disso a Tia May fica um pouco de lado na história, não tendo grandes momentos na trama.

É uma grande decepção ver que o interesse do estúdio em fazer mais uma trilogia e assim garantir os os direitos do personagem acabaram diluindo e muito a história deste filme, que possui um roteiro fraco que joga várias informações na tela para simplesmente deixar de lado em seguida sem explicações, não cumprindo a promessa que fez durante toda a sua divulgação de mostrar a grande “história não contada”.

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